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[[vudú é pra jacú.]]

shiondefoxx

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Quem nunca teve um amor proibido?
Sony
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Quem nunca teve um amor proibido?

2/27/09
Parte 2.

Os segundos pareciam anos. Nenhuma agitação. Eu escutava meus batimentos cardíacos na velocidade da luz
Tentei quebrar o clima com uma piada. Disse que estava frio depois que a irmã dela havia levado a coberta, que iria pegar uma pneumonia e morrer, então voltaria para puxar o pé daquela "anã irresponsável". Sim, foi exatamente isso o que eu falei.
Ela sorriu. Mas não como das outras vezes. Não foi um sorriso por ter achado graça. Foi uma demonstração de alegria que eu não havia visto antes.
Milésimos após a ultima sílaba ter escapado, movimentada graças a um cérebro confuso e despreparado, milésimos após os músculos do rosto daquele ser terem se retraído em forma de contentamento eu me dei conta do que havia feito.
Havia caído. Caído em minha própria piada. Eu era o motivo do júbilo.
Quando se levantou, tudo o que indicava infantilidade naquela mulher havia sido sugado por alguma mangueira invisível.
Passos firmes. Lentos. O sorriso se aproximando agora.
Ela trazia seu próprio edredom nas mãos. Meu coração já havia saído pela boca e batia, pulava, esperneava do lado de fora sujando toda a casa de um vermelho tão vivo quanto a minha atração por aquilo. E Deus sabe como eu precisava daquilo.
Se inclinou para meu corpo e com um gesto rápido, jogou sua manta sobre mim, deitando ao meu lado de maneira cuidadosa.
"Vamos terminar de ver o filme juntos, assim você não fica doente e nem morre."
Ah, mas é claro que íamos. Ver o filme tantas vezes fossem necessárias para a felicidade dela. Eu estava em seu casulo, preso a temperatura incrivelmente elevada da sua pele. Se pudesse escolher um momento para reviver eternamente seria aquele.
Calmamente ela encostou sua cabeça no meu ombro. Me olhava de soslaio e sorria novamente.
Eu não conseguia definir exatamente o que se passava na mente daquela menina, mas sinto que o mais próximo que consigo chegar é da palavra diversão. Diversão. O meu sofrimento, minha angustia por me segurar e evitar quebrar meu respeito próprio naquele momento.
Como disse anteriormente, não me recusava a dar vazão àquela explosão hormonal que se multiplicava dentro de mim por causa do meu relacionamento falido. Mas sim por algo que eu reconhecia apenas como um senso de responsabilidade como homem que até então não havia sido posto a prova.
E se a situação acontecesse novamente numa relação que envolvia sentimentos reais, prosperidade em um futuro junto a pessoa, um convivência eterna com meu motivo de desejo impróprio?
Nada disso. Eu manteria meu caráter. Não por minha parceira ou sua irmã, mas por mim mesmo.
Os cabelos dela sobre o meu peito e um perfume inimaginável era absorvido até por meus poros.
A porra do meu caráter desmoronando e ela se divertindo.

[[...]]

Caio é Caio sempre.
Amanhã termina, prometo.

iTunes: The Calling - If Only
iPhoto: Porque eu ainda quero...

C-ya.
Photo uploaded at 11:35 AM

Guestbook Comments (1)

eitaaa...

vc nao muda mesmo não é caio?
ha 8 anos que eu te conheço...as coisas nao mudaram...



so passando aqui pra te desejar uma otima sexta e um otimo final de semana!!!



se cuida viu!!!



bjooo

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