..:::Relações humanas::..
A contemporaneidade é marcada pela desvalorização das relações humanas: relações efêmeras tem valor fundamental na sociedade. Levantamos ídolos da música, sensualizamos a televisão, deixamos as amizades e os amores em troca de momentos prazerosos, a informação é de massa, adoramos ídolos semi-nus que bradam as orgias do fim de semana e o clima de sedução de uma noite.
Idolatramos o esdrúxulo.
O poder vem da capacidade de provocar, cativar, ter ira é o mesmo que ter autoridade. O navio negreiro rumo ao abismo se repete nas ruas de cidades cheirando uma densa nuvem de ilusões. As vidas duram pouco, dirigimos bêbados e reclamamos da ressaca. Transamos sem preservativos e culpamos o HIV. Fazemos filhos e culpamos a criança. Culpamos os fins sem justificar os meios. Saudades de quando sabíamos o que era Maquiavel.
Nos vestimos do véu da inocência pelos crimes que de fato cometemos, puxamos o gatilho brincando de roleta russa, mas não aceitamos a condenação por homicídio, como assassinos de nosso tempo. Aceitamos os riscos quando a frase se conjuga no futuro em “poderá acontecer”, mas quando o resultado chega “a culpa não é minha, sou inocente”.
Os meios são nada mais que os caminhos para os fins, ora como não chegar aos fins se escolhemos estes meios de viver vidas vazias de outras pessoas, de outros personagens de televisão, de outras terras?
Entregamos-nos as diversões de um fim de semana como se fosse o último de uma vida e, de fato, é. Idolatramos divas trajando roupas de baixo, sem pudores. Usamos o véu da hipocrisia. Não faço! Não sou! Uma vez confrontados com os mesmos atos, promovidos por outros atores de outros lugares, julgamos! Descemos ao mundo dos porcos, mas queremos comer caviar. Honestidade? Coisa retrô! Está na moda levantar a bandeira da perfeição como bons partidos, esquecendo-nos que é a soma de nossos atos divididos pelos nossos dias de vida que darão o saldo de nossa competência como capitães de um navio sem bússola num mar aparentemente sem costa.
Forma e conteúdo são coisas independentes. Presentes maldosos são embalados em papéis bonitos. Enquanto os dias não passam, embebedamos em nossos egos e nossos ídolos midiáticos e celebridades instantâneas. Viva a hipocrisia. Viva aquilo que não tem vida! Um super viva as cabeças sem miolos. Escondamos legiões urbanas e cantemos um inglês errado. Nossas bocas escrevem cheques que nosso caráter não pode assinar.
Viva a vida que vivamente vivemos morrendo o dia seguinte.
..::PHOTO::..
Yuri Gagarin
On January 31 2012
Edit
grupo_photoshop
En este grupo tendras la posibilidad de dar a conocer tus habilidades en photoshop. Asi que si eres habil demuestra que eres bueno.Puedes hacer lo que se te ocurra... desde fotomontajes, maquillaje digital, restauracion de fotos... lo que se te antoje...Bueno gente manos a la obra! Tienes miedo? tu puedes!