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Nx News Informa
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Entrevista Por: Bruno Araújo
Entrevistado : César Ovalle
César Ovalle, fotógrafo oficial do NxZero,com varias habilidades e diversidades em suas fotografias,tornasse o se trabalho mais reconhecido em diversos temas,se tornando,um dos fotógrafos mais conhecido,e querido por diversos fãs,conheça um pouco mais sobre César Ovalle,em entrevista ao NxNews.
Bruno Araújo NxNews
Hoje o seu trabalho é bastante reconhecido, mas quando você começou a ter interesse por fotografias? Recebeu apoio para seguir como fotógrafo?
César Ovalle Fotografo
Eu costumo dizer que nunca tive problemas de apoio ou coisas do tipo,graças a Deus sempre tive uma família que aceitou toda e qualquer decisão que tive na vida, sempre me apoiaram e acreditaram em qualquer escolha minha. No caso da fotografia não foi diferente. Virei fotógrafo por um acaso na vida e assim foi.
Na maioria de todas as carreiras, como na música, a primeira música acaba se tornando inesquecível, e você, se lembra de sua primeira fotografia?
Cara, se eu falasse que eu lembro da primeira fotografia eu estaria mentindo... é uma coisa que se perde no meio da memória... mas, claro, existem fotos que te marcam muito. Eu com certeza já tinha tirado alguma foto antes dos meus 13 anos, mas lembro que quando eu tinha essa idade e fui viajar com meus pais e irmão pra Serra Gaúcha, meu pai largou a câmera dele na minha mão e mandou eu fotografar a viagem e tal... e lembro que uma das primeiras fotos que fiz foi em um hotel (não lembro a cidade nem muito menos que hotel), onde tinha um boi lá... eu fui atrás do boi pra fazer a foto.. pulei o cercado e fui o mais perto possível já que a lente não tinha muito zoom pra chegar de longe... o resultado foi que eu fiz a foto, mas em conseqüência o boi veio correndo atrás de mim. Onde esta essa foto? não sei... se bobiar ela queimou e não saiu nada haha.
Em suas fotografias se encontra vários estilos e maneiras de fotografar, além de fotografar bandas você tem algum estilo preferido?
Eu costumo dizer que gosto de fotografar. Tem dias que eu tenho vontade de sair pela rua fotografando o cotidiano, tem dias que eu tenho vontade de fotografar pessoas, outro vontade de fotografar coisas abstratas, arquitetura... enfim, varia muito da vontade diária, e isso não sou eu que escolho. Fotografar show/banda eu gosto muito e faço isso como o carro chefe de tudo, mas acho que é por ter certeza que tenho que fotografar isso toda semana, que acaba me dando vontade de fotografar outras coisas também. É como se eu usasse isso pro meu exercício, não ficar viciado em um estilo só, saber fazer tudo um pouco bem é sempre interessante. Seja pra você usar no seu ganha pão ou apenas pra liberar um pouco a criatividade, treinar o olhar.
Na maioria das vezes, antes das pessoas receberem o reconhecimento merecido, acabam trabalhando em outras atividades. E você, sempre foi fotógrafo ou já trabalhou em outras profissões?
Já trabalhei em outras sim, mas ainda não era fotógrafo. Eu fiz faculdade de Rádio e TV e trabalhava nessa área. Trabalhei na TV Cultura e também em outras produtoras independentes, como também já trabalhei fazendo propaganda política. Depois de uns anos trabalhando nessa área, decidi me mudar pra Curitiba. Lá eu tentei trabalhar nessa área também, mas foi bem difícil... então foi aí que entrou a fotografia, pois era uma coisa que dependia só de mim, então fui fazendo acontecer. Fui fotografando, divulgando o trabalho e assim começou a aparecer gente atrás interessada no meu trabalho... e assim foi indo, hoje estou aqui.
Para suas fotografias você busca alguma inspiração? Algum fotógrafo?
Acho que a inspiração sempre vem de algo que eu vi, que eu li, que eu fiquei sabendo ou até escutei... coisas do cotidiano mesmo que sempre mexem com a nossa cabeça sem a gente nem perceber. Eu não me baseio em nenhum fotógrafo não, tanto que não sou daqueles que passam horas e horas vendo o trabalho de algum, pois acho que isso influencia demais. Gosto de ver, claro, mas vejo bem pouco e com muita moderação. Faço isso pra não perder o meu estilo, não perder a minha linguagem própria... luto por ter uma identidade fixa, algo que alguém bata o olho em uma foto e já saiba que é minha, sem precisar ler créditos ou algo assim. Acredito que eu já tenha um pouco dessa identidade, mas nunca é demais prezar por isso mais um pouco.
CONTINUA NOS RECADOS
On November 14 2009
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