Dois como um
E mesmo que fosse outono-inverno-primavera-verão,
a saudade era a mesma. A espera era a mesma.
A diferença era o tamanho do riso quando ele a via e
por mais que as coisas mudassem, sempre permanecia.
Assim como o cheiro de abril no travesseiro, as cartas
na gaveta e as bitucas no cinzeiro.
Desejavam mais-do-que-tudo, que o mundo fosse o mesmo das cinzas de outono. Se não pudessem desejar,
deixavam pra lá! Iriam sonhar, amar e continuar vivendo
tudo que o amor trazia e fazia tão bem.
Aprendia a amar de todas as formas, apaixonava-se
todos os dias, cada vez mais. O amor ia crescendo
e amadurecendo todo o pensamento que era focado em
ambos os corações. Pretendia ser dono do mundo, mas
para levantar e começar, era necessária a dose diária de
felicidade e a companhia pra rir de todos os espetáculos.
Tornavam a vida real naquilo que nem mesmo os maiores
sonhos de toda criança poderia ser. Tornavam o mundo
numa paisagem pura e contornada pela felicidade. Sabia
que não existia e nem existiria vida sem a vida. Sem ela.
Queria viver o cotidiano todos os dias,
preferia ficar acordado e presenciar o sorriso mais belo,
esperar o olhar mais doce.
Parava e pensava como no começo e sempre:
Eu amo "Nós".
On December 26 2011
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