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Vamos lá, reavivar e dar uma chacoalhada nesse canto abandonado momentaneamente, mas não por isso menos querido que antes, forçando a memória registrando coisas importantes vividas nesse intenso 2009.
Foi ano de festa, indiana, árabe, das pimentas e de tudo que é tema e cardápio. Na buaty? Não! No mais novo point de Sampa, pra poucos e bons (nem sempre tão poucos, mas indiscutivelmente bons) da rua Santo Amaro. É. Dona Luciana sorriu pra farra e abriu casa e coração pra muitos. Mais do que uma ponta de ciúme, sinto um orgulho imenso dessa irmã que um dia eu escolhi e reescolherei sempre.
Ganhei Joaquim, o segundo sobrinho, cheio de bochecha e cercado de carinho.
Ganhei uma Bisca desbocada, que levanta as mãozinhas e entrou chutando a porta do coração. Martha Medeiros em botecos & baldes com a marmota.
Brindei meus 33 com minha mãe e um bando de gente querida. Cerveja, champanhe e amor. Ressaca da boa. Das melhores.
Theo me trouxe da guacamole ao axé e foi no seu terreiro que deitei no colo de mamãe Oxum. Tava precisada, e como não podia ser diferente, dividi. Com aquela pequena notável, com a nova amiga, com a amiga de sempre e com o amigo mais novinho, aquele com quem selei a paz na mesma porta de banheiro que antes fora testemunha de uma briga.
O facebook seria apenas um detalhe, se não tivesse me jogado na cara o quanto sou obsessiva, compulsiva e competitiva. Biotronics irá comigo pra 2010.
Saí menos com Madalena, mas Glória anda a mil e minha Zama mora onde sempre morou.
Fui menos à Trash, o que me parece natural depois de mais de seis anos sem sair de cima, mas isso em momento algum diminuiu o carinho que tenho por lá e por cada um que a festa me trouxe. O tempo é mestre e eu confio no curso natural das coisas e amores. A cafonice (e essa em especial) tem lugar garantido por aqui.
A Gambiarra, outra festa que invadiu (e dividiu) meu coração, me adotou como parte da equipe. Ganhei crachá e vivi momentos únicos. Me senti (e me sinto) ainda mais parte de uma festa que me enche de alegria e orgulho. Ano em que um fiscal parou a festa no meio e me fez entender, de uma vez por todas, que não era aquela bailarina torta na parede que sustentava a folia. Ano em que aquele menino se mostrou homem e foi tentar a vida em Londres, deixando saudades. Invadimos lugares que eu jamais iria e ainda nos mandamos pro Rio, cercados de bambolês coloridos por uma varanda lotada. Foi com ela, essa criança que fez um ano e brinca comigo, que eu descobri um Rio mais feliz, onde eu cabia. E foi com meu Tuca, que eu dividi quarto, cervejas, tomadas, vida e mensagens que me tiravam o ar . Vi uma Anna gigante, na produção da baderna e no palco. Vi um Gruli achar forças e dividir energia por tudo que é canto. Vi o convite mais lindo de casamento. Pulei muito e gritei Pierrô com aquele duende vermelho, que virou o sambista mais novo. Dividi uma varanda, um céu estrelado, Monobloco e milhões de músicas e sorrisos com meu Miro. Ganhei Talita pra toda a vida e foi com ela que fui de festa de arromba, bodas de ouro e Barmitzva a lugares que só o coração leva, onde se pode fumar. Vestido rosa sempre a postos e conversas de canto de cabine. Ela me deu Gadu com laço de fita vermelho e eu dividi com quase todo mundo que amo. Amor, assim como o pão, foi feito pra dividir. Não foi isso que ele quis nos dizer? Bom..., foi assim que eu ouvi.
E como movimento gera movimento e isso me guia, a energia desse trabalho me trouxe outro, grandioso. Benvindo e bendito Tchekhov! Que me veio pelas mãos do melhor amigo e me recolocou ao lado dele, nos mostrando outra bela parceria de sucesso. Que me deu a oportunidade de ouro de aprender com Fernandinho, tão! querido e caricato e , de quebra, vai me render um trabalho pra lá de desafiador e especial.
Como boa canceriana, me entreguei a alguns amores. Alguns não tinham paixão, outros foram vividos só por mim. Todos sempre valem. Até que a vida soprou no meu ouvido que o que eu sempre procurei tava aqui do lado. Precisou ser gritado pra que eu ouvisse e me convencesse. Claro que eu ouvi. E o que começou com um beijo numa marquise de praça, me faz feliz como eu sempre sonhei ser. Me conforta e arrepia. Me deu uma sogra deliciosa e um sogro que fala rápido com sorriso no canto do olho e, diz a lenda, faz a melhor feijoada do universo.
Orgulho dele no palco e na minha vida. Tem gosto de pra sempre e me parece a melhor mistura que já provei. É com esse homem com olhar de menino que eu divido a pasta de dente, o shampoo, a cama, os benjamins, os abraços e tenho vontade de dividir cada coisa que eu gosto. Presentaço de 2009 que começa comigo 2010, grudadinho do jeito que eu gosto.
Sempre falta alguma coisa e sempre tem coisas que eu não largo. Brindarei sempre a cada pessoinha que faz parte da minha vida. É o que eu levo no peito que me faz mais Tati.
Que venha esse novo ano, com gosto de novo e reforçando cada coisa bacana que a ge
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(CONT)
...nte plantou até hoje. Que continuemos plantando. Que as colheitas sejam fartas, mesmo que demorem.
a tempo: Papai Noel não puxou minha orelha esse ano! :)