"Flores, cheio de cores"

Amanhã a Disnort tocará no Hangar 298. Mais um dos poucos palcos do Rock'n Roll underground do Rio de Janeiro que ainda não passamos. É, talvez tenham apenas 2 ou 3 palcos que são considerados palcos do Rock no Rio de Janeiro.

Mas até que ponto esses "Palcos do Rock" estão se transformando em palcos das tendências comerciais do Rock? Até que ponto as letras das músicas refletem a superficialidade das relações com enfoque no indíviduo? A verdade é que temos medo de nos relacionar, estamos a todo momento na defensiva! Preferimos imitar algumas bandas da tendência a expor nossos verdadeiros sentimentos.

Isso se reflete na quantidade de palcos do rock no Rio de Janeiro.

O Rock tem sua natureza subversiva clara! Após o movimento Punk nada mais foi o mesmo. O Rock trás os sentimentos mais estranhos à tona. Mas isso é sempre muito ameaçador ao instituído em nossa música. Temos medo de nos arriscar no Rock assim como temos medo daquela barata ou rato de rua que não nos fará mal algum! O Rock torna-se cada vez mais covarde e o público do Rock está cada vez mais se diluindo em boates e casas de show que tocam músicas importadas.

Os que ainda gostam veneram e babam o ovo dos integrantes de bandas. A música é segundo plano para a maioria.

Enquanto não valorizarmos O QUE TEMOS vamos continuar com um punhado de casas de Rock no Rio. Enquanto continuarmos a vangloriar artistas gringos e tê-los como verdadeiros exemplos de nossa música e vidas, vamos continuar produzindo não-rock!

Abraços

On June 04 2011 Edit







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