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Tema: O indivíduo frente à ética nacional. (my redação do ENEM)

Quanto orgulho em sermos brasileiros. Brasil de praias, beleza e música. Música essa que deu vida a Tom Jobim, Vila Lobos e Tom Zé. Este último, por exemplo, em suas mais recentes obras, definiu algo formidável; algo que nos policia a todo instante quando tremulamos nossos lábios ávidos em criticar. Algo que se chama unimultiplicidade. Ou seja, somos, conscientemente, um pedaço do mundo, uma parte do todo.
Já é uso comum criticar a política, a corrupção. A maldade do mundo, injustiça e fome. Sempre quando dizemos “eles são corruptos”, quase transcendemos o mundo material e nos colocamos alheios a tudo isso. ”Eles são!”, mas nunca nós. Está aí talvez o motivo do insucesso e da frustração do brasileiro como cidadão, pois “eles” são sempre os culpados e nunca nós mesmos. Cegueira de nossa parte, pois “eles” e nós somos um só povo, uma só nação, que vive a mentir a si mesmo.
Batemos no peito com vítimas e apontamos o dedo como justos. Todavia aceitar um troco a mais do padeiro é o mesmo que colocar dólares em cuecas. Jogar papel no chão é o mesmo que derrubar a floresta Amazônica. Não há sensacionalismo nisto. Nossa ação importa menos que nossa mentalidade. Vemos com admiração [ e até certa inveja] o desenvolvimento das nações do Norte. Entretanto, ao lado do desenvolvimento como nação, está o desenvolvimento moral e ético de cada cidadão. Só assim a Democracia é consolidada de forma efetiva.
Sentados, apáticos, anulamos o “eu”. O “eu posso”, ou o “eu devo fazer”. Nos acostumados a esperar, calados, alguma solução. Uma esperança pobre e vazia; de braços cruzados. Nosso país está parado, exausto de tanto esperar, e anseia por heróis. Heróis que cumpram seus deveres, heróis que busquem seus direitos. Que sejam éticos e justos nas atitudes simplórias. Utopia? Igualdade entre os sexos, liberdade religiosa e Democracia, outrora, também pareceram utopias ao longo de nossa história.
Não adianta esperar “neles” O Brasil é nosso, e da mesma forma deve ser construído por nós. Desde Cabral que Brasil é Brazil? Não importa. Fazer o certo independe quem está ao nosso lado. Ser honesto é ser sozinho? Não importa novamente. Este é o protesto de cada cidadão brasileiro. Fazer o certo, o justo. Não é possível mudar o início, mas certamente será possível mudar o final.






ligado 06 dezembro 2009 285 Visualizações





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