Crepúsculo;

a pior hora para se poder enxergar algo com clareza. as luzes dos carros a ofuscam a medida que passam pro ela. a lua vem tímida refletindo seu brilho, ilumina o céu de tom anil. o tempo, quase inerte, parece estático e o dia se despede tranquilo. a cidade inteira começa a bilhar. o resultado que isto atrai nela é a peculiar dor de cabeça, devido aos seus olhos cansados. a noite vem chegando com sua sutileza que passa de um louva-deus para um elefante em menos de 15 minutos. crepúsculo, a pior hora para seus olhos trabalharem. mesmo assim, como esta hora pode ser tão misteriosa? onde a nitidez pode virar apenas vultos e silhuetas. algumas estrelas já começam a brotar no céu. em sua pequena caminhada de volta para casa esta acrobata de olhos cansados sente a enxaqueca dominar toda parte direita da cabeça. tudo culpa desta espécie de óculos vencido que usa. com este sentimento vazio ela ainda tem que chegar em casa e cumprimentar a vizinhança com um sorriso amarelo. maldita vizinhança fofoqueira, esta acrobata não gosta muito de nenhum deles. o crepúsculo já disse seu adeus, dando espaço para a dor de cabaça. a sonolência da acrobata que acaba de voltar da aula não consegue vencer o impulso da moça em sentar em frente ao computador e narrar tudo que lhe acaba de acontecer.

On November 08 2011 Edit






aquelaparasempre

unknown - 23/03
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Germany




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